Livro do Fogo Adverso

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Fogo Adverso é o segundo livro de Pedro Esteves. É feito de um longo poema, uma verdadeira viagem ao abismo interior do autor. Edição agrafada, 80p, impressão a preto e branco.
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Este “Livro do Fogo Adverso” reúne um conjunto de poemas, indissociáveis, ou um único longo poema, sem que meros detalhes formais obstruam o entendimento e distorçam um olhar mais profundo sobre este suceder de palavras feitas imagens em ebulição, com um ritmo decidido e definidor, uma cadência que simula a irresistível compulsão do precipício, ou o retorno telúrico em direcção a uma génese re-imaginada. O entendimento primordial do mundo convoca para si, necessariamente, os códigos primordiais, subtis e embrionários; o som, a escassez, a distância e o despojo. Aqui, a repetição sonora surge como um esforço elegantemente datado que se socorre da rima como estratégia visual, auditiva e semântica – uma totalidade em torno da qual se aglomera a matéria e a essência do poema; una, indivisível, larvar. É evidente o paralelismo com a sua obra gráfica, de que se alimenta, que contamina e que se deixa contaminar, sem que as definições se tornem entrave a um processo criativo desdobrado, multiplicado em inúmeros fenómenos, complementares e erráticos. Como o trabalho gráfico, também a poesia se funda num labor de paciência, de detalhes que se revelam e ocultam, e que se fundem harmoniosamente num processo de sedimentação, num respeito pela enormidade da tarefa e pela pequenez da figura que a executa. O caos surge como o caldeirão de onde se erguem todas as visões, a inegociável transcendência poética onde habitam todas as criaturas em estado inicial, e onde o informe se fixa como a mais ancestral existência. As palavras compostas, como imagens aglutinadas, servem para denominar o inominável - novas presenças, crípticas entidades, efabulações remotas, raciocínios induzidos pelo sono e pela vertigem. A finitude da obra, os sentidos da sua leitura, ou o Vazio - a sua omnipresença, solene, maiúscula - são também algumas das pistas para um entendimento que se pretende prolongado no tempo, aberto a interrogações, tão honesto na descrença como fervoroso na vontade. Manuel Pereira, Novembro de 2015
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